No afã de aproveitar o senso de coletividade que é altamente cultivado no ciberespaço e os recursos ilimitados de progação das ideias para garantir que se prevaleça os direitos coletivos, os movimentos sociais se valem da força mobilizatória gerada nas diversas mídias sociais tendo a força popular como protagonista.
Históricamente, os movimentos sociais, cumprem funções que o estado deixa de exercer, ou que não alcança através de seus instrumentos de poder hegemônico, fazendo com que fiquem a margem das políticas públicas diversos grupos sociais marginalizados pela negligência do estado em suprir suas necessidades. Dentro desse contexto é muito comum surgirem vozes que se unem para fazer valer o direito a igualdade entre as pessoas previstas na constituição.
No contexto atual, há uma migração de boa parte dessas frentes de mobilização para o ciberespaço, potencializada por ferramentas interativas como sites, redes sociais , fóruns, blogs, microblogs e wikis que permitem fazer com que o alcance seja infinitamente maior. Entretanto há vozes que dizem que há um processo de mercantilização dos movimentos sociais com presença na web, visto que todo o fluxo de informações gerados dentro do ciberespaço atraem um público diário e abrem oportunidades de venda, desde artigos a espaços publicitários, oque faz com que se perca parte da essência do movimento social, militante, voluntário e altruísta como conhecido tradicionalmente.
É fato que esses novos meio de se comunicar, de difundir uma opinião, ou notícia dinamizam o acesso a diversos tipos de mídias que estão entrelaçadas no ciberespaço, facilitando o acesso público a conteúdos antes restrito a poucos, em um ambiente livre de controle externo e regulamentações fortalecendo as entidades civís e representantes de classes.
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